Vida, morte, luto e Virginia Woolf
[...] "A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata." [...] WOOLF, V.; Orlando, Virginia Woolf. Vida. Dada a naturalidade de seu fluxo, para contudo, suas transformações, vejo que permaneço no aonde , enquanto este permanece em mim, no perecer, no tempo. Estruturado como rimas de um poema engolfado em poças das mais repletas, estas, do fluido vital, transbordando-se. Sangue. Encontrá-lo-á, aqui, acolá. Dada sua benevolência dotada de uma clareza insolidificável para com aqueles cujas avenidas pressurizam-se aos ventos. Senti-lo-á ao toque do mais puro brado daquele cujo veneno percorre dutos de uma antes valiosa metrópole. Morte. Temê-la, um dever que aqueles cuja insignificância prezam por cumprir. Uma ameaça iminente aos edifícios que antes, dotados de íntegras fundações, expurgam-se, depois, sobre as cabeças daqueles que os construíram, saudando ingratidão. Luto. Aquele que se teme mais do que a própria morte. Pois, este, é o encontro tênue do que antes foi possível ...