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Vida, morte, luto e Virginia Woolf

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  [...] "A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata." [...] WOOLF, V.; Orlando, Virginia Woolf. Vida. Dada a naturalidade de seu fluxo, para contudo, suas transformações, vejo que permaneço no aonde , enquanto este permanece em mim, no perecer, no tempo. Estruturado como rimas de um poema engolfado em poças das mais repletas, estas, do fluido vital, transbordando-se. Sangue. Encontrá-lo-á, aqui, acolá. Dada sua benevolência dotada de uma clareza insolidificável para com aqueles cujas avenidas pressurizam-se aos ventos. Senti-lo-á ao toque do mais puro brado daquele cujo veneno percorre dutos de uma antes valiosa metrópole. Morte. Temê-la, um dever que aqueles cuja insignificância prezam por cumprir. Uma ameaça iminente aos edifícios que antes, dotados de íntegras fundações, expurgam-se, depois, sobre as cabeças daqueles que os construíram, saudando ingratidão. Luto. Aquele que se teme mais do que a própria morte. Pois, este, é o encontro tênue do que antes foi possível ...

Árvore, Céu, Inferno e Jung

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[...] "Árvore nenhuma, sabemos, cresce em direção ao céu, se suas raízes também não se estenderem até o inferno." [...] JUNG, C. G.; Aion - Estudo sobre o simbolismo do si-mesmo. Jung nos fala sobre árvores, raízes e o dualismo cristão entre céu e inferno. Este, mostra-nos, se não, a decisão cotidiana, presente por entre todos, que integra, em sua totalidade, as reflexões individuais e coletivas para com o ato de conhecer a si mesmo. Você. Eu. Todos aqueles aos quais buscam um propósito à vida, deparam-se com um momento de escolha, ao qual, em sua estrutura, faz-nos abrir mão daquilo que optou-se por não escolher. Seja um curso em uma universidade, ou um simples sabor de uma barra de chocolate. Assim como o céu cristão nos traz paz, o inferno nos traz sofrimento. Desta forma, tem-se uma analogia dos mesmos para com o conhecimento: "Afinal, quanto maior o saber, maior o sofrimento; e quanto maior o entendimento maior o desgosto.” (Eclesiastes 1:18). O medo de se explorar ...